Quem me conhece sabe que sou contra qualquer tipo de violência seja contra o quê ou contra quem for. Sou contra as touradas e sou, claro, contra a sorte (azar para o touro) de varas. Não inventem modas, tradições que nunca o foram nem nunca serão nossas e ainda por cima são retrógradas, violentas e sem sentido. Senhores deputados tenham coragem de dizer não, de não se deixarem manipular por lobbies económicos que de culturais nada têm."Mulheres de Atenas", título de canção de Chico Buarque que será título de programa de rádio sonhado há 25 anos, um dia...
12 de maio de 2009
Não à sorte de varas, não às toiradas
Quem me conhece sabe que sou contra qualquer tipo de violência seja contra o quê ou contra quem for. Sou contra as touradas e sou, claro, contra a sorte (azar para o touro) de varas. Não inventem modas, tradições que nunca o foram nem nunca serão nossas e ainda por cima são retrógradas, violentas e sem sentido. Senhores deputados tenham coragem de dizer não, de não se deixarem manipular por lobbies económicos que de culturais nada têm.6 de maio de 2009
Cheiro a terra molhada

18 de abril de 2009
E a corda???
recebi esta imagem por e-mail com os seguintes título e texto: «Ultima Hora...Crise Automóvel - IKEA compra General Motors. A Ikea acaba de anunciar a compra da General Motors, visando o aumento de eficiência da companhia, com forte redução nos custos de mão de obra..A partir da próxima 2ª. feira, as lojas Ikea começam a vender toda a gama GM . Veja como……»
Um som, uma imagem, um cheiro bastam para serem “desenterradas” do mais profundo do nosso subconsciente factos nos quais não pensávamos há "séculos", e as imagens, os sons, os cheiros vêm à memória como se tivessem acontecido há minutos.
Havia em casa dos meus Pais um relógio despertador de caixa metálica verde entre o claro e o escuro, ponteiros revestidos a cromado fluorescente que rebrilhavam no escuro. Era ao som dessa máquina à qual era preciso rodar uma das três chaves que tinha na traseira para lhe “dar corda” (ao ser rodada cada uma delas escolhíamos a hora de acordar, a outra acertava os ponteiros das horas e minutos e a outra era a da tal corda que era preciso rodar para que o relógio trabalhasse, havia ainda uma alavancazinha que travava ou não o sistema de alarme) que acordávamos ao som de um “terrimmmm” irritante que “acordava um morto”.
Ora um dia, uma das minhas irmãs decidiu ver o que aquela caixa verde entre o claro e o escuro encerrava para além do que era visível através do vidro do mostrador: os ponteiros das horas e minutos que por vezes rodavam com um vagar exasperante quando queríamos que o tempo passasse depressa pois havia qualquer coisa de que gostávamos muito e que iria acontecer a uma hora que deveria chegar depressa, o ponteiro dos segundos que saltitava no seu rodar cadenciado e fazia um tic-tic que a mim incomodava na hora de adormecer (diziam que tenho ouvido tísico. Tinha, que agora os tais apitos que médico nenhum sabe explicar de forma que eu entenda bem, ou mesmo diminuir-mos, ou o ruído de fundo constante no meu local de trabalho, me estão a endurecer os tímpanos) os números dispostos numa rodinha que as pontas soltas dos ponteiros marcavam, e mais acima à direita a rodinha dos números do zero ao vinte e três, pequenina, sobre os quais colocávamos a ponta do ponteirinho para escolhermos a hora de acordar.
Se depressa decidiu, depressa o fez: chave de parafusos na mão, língua de fora (era tique que acompanhava qualquer tarefa manual que requeria grande concentração, ela tinha formas “diferentes” de se concentrar: para estudar deitava-se de bruços, dobrava a pernas para cima e balançava-as ao ritmo da música que ouvia alto e bom som) lá foi a minha irmã esventrando o despertador peça a peça que foi colocando sobre o tampo da mesa. Quando terminou, satisfeita a curiosidade, deu início à operação inversa: rechear a caixinha verde entre o claro e o escuro, sempre de língua de fora, chave de parafusos em riste, encaixando peça sobre peça. Caixinha, a tal verde entre o claro e o escuro, cheia como um ovo da Henriqueta, tampa para cima, chaves dos ponteiros enroscadas nos respectivos parafusos, língua recolhida na boca, chave de parafusos pousada, suspiro de satisfação... E a corda???? A corda tinha ficado fora do relógio!!!!
4 de março de 2009
05 de Março- DIA "F" de Fajã, a do Calhau
Foto Clube Asas de S.MiguelQual é a proposta?
Proponho que todos os blogs que são contra o crime ambiental da Fajã do Calhau, na ilha de S.Miguel, o demonstrem uma vez mais, agora a uma só voz, no próximo dia 5 de Março, quinta-feira (um protesto conjunto que, se assim o entenderem, poderia ser alargado também ao dia 6)
Porquê nesta data?
Na próxima quinta-feira, 5 de Março os deputados da Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho da ALRA visitam a Fajã do Calhau e a obra do caminho de acesso a partir de Água Retorta.Terão na altura oportunidade de ver o "projecto" que até agora tem sido sonegado a todos os que têm contestado aquele crime ambiental.À tarde os deputados vão reunir com os autarcas (Presidente da câmara da Povoação e Presidente da junta de freguesia de Água Retorta) e ainda com a Associação de Amigos da Fajã do Calhau.
No dia seguinte, sexta-feira, 6 de Março, na Delegação da Assembleia Legislativa, em Ponta Delgada vão ouvir o Secretário Regional da Agricultura e Florestas, o Secretário Regional do Ambiente e Mar (por vídeo-conferência) e o Director do Laboratório Regional de Engenharia Civil.
Proponho então que o dia 5 de Março seja o dia "F"."F" de Fajã do Calhau."F" de fora com crimes ambientais desta naturezae todos os outros "F's" de que se lembrem, inclusive, aqueles mais "impronunciáveis".
Como podemos então tornar esse dia "F" em algo com alguma visibilidade?
Proponho que todos aqueles que têm contestado aquela obra reservem o dia 5 para insistir nessa denúncia.
Com novos posts e fotos ou recuperando algo que já tenham dito anteriormente.Apelo a todos que o façam e que passem a mensagem aos vossos amigos de modo a que este dia de protesto tenha a maior abrangência possível.Para os que possam estar menos familiarizados com todo este vergonhoso processo, dei-me ao trabalho de pesquisar na internet tudo sobre a Fajã do Calhau e deixo-vos aqui uma cronologia possível, com links para posts em diversos blogs, e artigos em sites e jornais (ficaram de fora ainda alguns, por falta de tempo):
Cronologia do crime e das denúncias que se seguiram:
14 Novembro 2006 – Fotos no blog Ilhada
6 Junho 2007 - SPEA: Obras ameaçam nidificação de aves marinhas
Estudo da Associação Portuguesa de Engenharia do Ambiente
(a partir de trabalhos de campo realizados em Agosto de 2008)
3 de fevereiro de 2009
Criatura de Deus- porcaria de feitio o meu (versão soft)

Porcaria de feitio o meu. Quem me dera não ver com o coração, não sentir, ser como os demais... Saí de casa para tratar de vários assuntos, um deles encomendar biscoitos de orelha típicos de cá numa senhora que ainda os fará à moda tradicional. Quase a chegar à casa vejo um gato com aspecto de morto e pensei: mais um sacana que bateu e andou...tadinho do bichinho...mas o bicho não estava morto, a pontinha da cauda mexeu...pronto, Ana, tás lixada...estacionei como pude e...o bicho respirava...isto era quase meio dia. O marido da tal semhora biscoiteira de mão cheia sai da casa e diz q a pobre ciatura de Deus, tanto como eu, estaria alí desde as seis horas da madrugada... que merda de seres humanos, que indiferença, que falta de humanidade, da caridade que nos irmana...Tinha chovido torrencialmente minutos atrás e o bicho está ensopado e treme e tem espasmos...ligo ao veterinário "Rui, onde está? Estou nos Serviços (de Desenvolvimento Agrário) Rui, estou na Rua da Lomba e tem aqui um gato que foi atropelado. Rui, pode vir? "Sim, a Ana está com o seu carro? Sim, Rui. Venha, por favor". "Rameira que deu à luz" essa gente indiferente...pego no bicho e ponho-o em cima da bagageira, está sol e é preciso que o bicho aqueça...não, ele não foi atropelado, ele foi envenenado, os espasmos são indício...ele estava alí pelo menos desde as 6 da madrugada... O Dr Rui chega e confirma: envenenamento...Agora o bicho está aqui em casa entre a vida e a morte...mais perto da morte. Quem me dera ser normal e passar adiante diante do sofrimento de um animal que é tanto como eu uma criatura de Deus.
Criatura de Deus, sim. Volto a colocar aqui a frase de Joseph Ratzinger- Papa Bento XVI "Os animais são, também, criaturas de Deus e embora não tenham a mesma relação directa com Deus como o homem tem, são criaturas da Sua vontade que nós devemos respeitar como companheiros na Criação"