Get this widget | Share | Track details
Mulheres de Atenas: Setembro 2010

15 setembro 2010

De novo entre o CÁ e o LÁ. Será?




Há minutos disse à Farrusca: Bebé, sai, a Dona não está "para amar". Que chatice, melhor, que duas chatices. A primeira é não estar "para amar", sentir-me cansada e mais uma série de coisas cinzentas e desalentadoras...dormi a correr e a minha natureza precisa de muiiiiittttasssss horas de sono bem dormido, pelo menos 7 mas melhor 8 bem medidinhas. Dizem os estudos que nós os que caminhamos para velhos precisamos cada vez de menos horas de sono, eu ainda não dei por isso. Sinal de que não estou a envelhecer? Claro que estou, talvez por isso me canse mais. Mas dizia eu que as chatices eram duas, pois são. A segunda é que o "não estar para amar" não faz parte do léxico de cá e de repente eu senti uma imensa saudade do lado de lá e mais uma vez me sinto apátrida, assim no meio do atlântico entre o CÁ e o LÁ, seja o que for que isso signifique...
Bom, vou tentar levantar a tampa do saneamento dos esgotos da cozinha, estão entupidos (disseram-me há tempos que está mal construído, pois o certo é que eu paguei a sua construção como se tivesse sido bem feita). Coragem, Ana, o que está destinado a ti, não o está a mais ninguém.
Vá lá, Farrusca, desculpa-me, vai um miminho?

02 setembro 2010

O comboio partiu à tabela




Hoje alguém decidiu que não valeria a pena viver nem mais um segundo e quando o Inter-cidades que tinha partido de Campanhã às 10:52 ia a passar na estação da Azambuja sentimos o comboio “ tropeçar” estranhamente. Abrandou marcha e parou. Minutos depois sabíamos que “um indivíduo do sexo feminino havia sido colhido pela composição”. Estava consumado.

E se o comboio tivesse partido atrasado? Será que os minutos de atraso teriam adiado ou mesmo alterado definitivamente a decisão? Tanta interrogação, tanta coisa me passa à velocidade do inter-cidades no pensamento, tanta angústia, tanta lembrança de desesperos, impotências que felizmente o “tempo” resolveu. O meu comboio chegou atrasado, felizmente! Porque afinal tudo se resolve, a morte física é que não.
Gracias à la vida…graças a Deus!!