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Mulheres de Atenas: Maio 2009

31 maio 2009

Vinde Espírito Santo...


Fotos da autoria de Ana Loura
Vinde Espírito Santo enchei o coração dos homens e renovareis a face da Terra


Hoje a Liturgia Católica festeja o Pentecostes! Os Discípulos estavam em casa escondidos com medo dos Judeus pois Jesus tinha sido assassinado de forma bárbara e eles temiam ter a mesma sorte. Jesus antes de subir aos Céus tinha-lhes prometido que eles não estariam nunca sós, que ficaria com eles até aos fins dos tempos e que para isso lhes enviaria o Espírito de consolação, o Paráclito, o Espírito Santo. Naquele dia eles sentiram uma rajada de vento e línguas de fogo poisaram nas suas cabeças, as portas e janelas do cenáculo abriram-se e eles sairam, finalmente sem medo e falaram a todos de forma que todos os entendiam cumprindo o envio "Ide e anunciai a Boa Nova até aos confins da terra"



Que eu tenha conhecimento hoje não se realiza qualquer Império na Ilha, não há qualquer festa em honra do Espírito. A Eucaristia dominical pouco mais foi do que uma Eucaristia dominical normal. Apenas se realizou a festa de de um dos anos da Catequese. As igrejas não ficaram cheias como as copeiras em dia de Império que se faz para cumprir promessa de preferência com a presença dos convidados vêm da Diáspora, não se serviam sopas ,mas "apenas" a palavra de Deus e a hóstia consagrada.







VINDE ESPÍRITO PARÁCLITO


Vinde Espírito Paráclito,
Nossas almas visitai,
Enchei-nos da Vossa Graça
E os corações alentai.

Vós, ó Consolador nosso,
Sois o Dom de Deus Senhor
Sois a fonte de água pura
Fogo vivo e ardente amor.

Sois do Pai o prometido
E a fortaleça dos santos.
Concedei aos fiéis Vossos
Os sete Dons sacrossantos.

Dai luz à inteligência
Fortalecei a vontade.
Com o Vosso amor sanai
A nossa fragilidade.

Livrai-nos do inimigo
Em Vossa Paz nos guardai.
P’ra rejeitarmos o mal
Os nossos passos guiai.

Que nós sempre confessemos
Ao Pai e a Cristo Senhor,
E a Vós Espírito Santo,
Fonte de todo o amor.



Hino ao Espírito Santo


Autor: READ CABRAL


Alva pomba que meiga aparecestes,
Ao Messias no rio Jordão,
Estendei vossas asas celestes
Sobre os povos do orbe cristão.


Vinde, oh! Vinde, entre nuvens de glória.
Entre os anjos e bênçãos de amor,
Entre os cantos de eterna vitória
Que os querubins vos elevam, Senhor. (bis)


Quem aos pobres seus braços estende,
Quem lhes veste seus ombros tão nus,
Achará que tudo isto só tende
Para a glória e honra da cruz.


Vinde, oh! Vinde, entre nuvens de glória.
Entre os anjos e bênçãos de amor,
Entre os cantos de eterna vitória
Que os querubins vos elevam, Senhor. (bis)


Ofertai as mais belas oferendas,
Ofertai-as em nome de Deus;
Colhereis lá um dia mil prendas
Quando entrardes no Reino dos Céus.


Vinde, oh! Vinde, entre nuvens de glória.
Entre os anjos e bênçãos de amor,
Entre os cantos de eterna vitória
Que os querubins vos elevam, Senhor. (bis)


Semeando vosso ouro entre os pobres
A colheita no Céu a fareis!
O triunfo de esforços tão nobres
Só no seio de Deus achareis.


Alva pomba que meiga aparecestes,
Ao Messias no rio Jordão,
Estendei vossas asas celestes
Sobre os povos do orbe cristão.


22 maio 2009

Dia internacional da biodiversidade


Comemoramos hoje o Dia internacional da Biodiversidade.


Não querendo deixar de assinalar a data e porque as espécies existentes nos nossos mares não podem ser pescadas indiscriminadamente, porque há que pensar no futuro.
Aqui fica um pouco da Praia onde as águas ainda são límpidas.

20 maio 2009

Lamento borincano

Uma interpretação fabulosa!!

Lamento borincano
(Rafael Hernández)

Sale loco de contento
con su cargamento
para la ciudad, sí,
para la ciudad.
Lleva, en su pensamiento
todo un mundo
lleno de felicidad, sí,
de felicidad.
Piensa remediar la situación
del hogar que es toda su ilusión.

Y alegre, el jibarito va
cantando así,
diciendo así,
riendo así, por el camino:
"Si yo vendo la carga
mi dios querido
un traje a mi viejita
voy a comprar".
Y alegre también su mula va
al presentir que aquel cantar
es todo un himno de alegría.
En eso los sorprende
la luz del día,
y llegan al mercado de la ciudad.

Pasa la mañana entera
sin que nadie quiera
su carga comprar, ay,
su carga comprar.
Todo, todo esta desierto
el pueblo esta muerto
de necesidad, sí,
de necesidad.
Se oyen los lamentos por doquier
de la desdichada Borinquén, sí.

Y triste el jibarito va
cantando así,
llorando así,
diciendo así por el camino:
"Qué será de Borinquén
mi dios querido.
Que será de mis hijos
y de mi hogar".
Borinquén, la tierra del edén
la que al cantar el gran Gautier
llamo la perla de los mares,
ahora que tú te mueres
con tus pesares
déjame que te cante
yo también.



Caetano Veloso - Lamento Borincano

18 maio 2009

Sorte de varas, notícia da SIC-vídeo

14 maio 2009

Açores em Lisboa








Louvável a iniciativa concertada de divulgação dos Açores em Lisboa/continente . Para além da revista suplemento no Correio da Manhã com excelente apresentação, dos cartazes publicitários em paragens de transportes públicos e outdors.


Na Feira do Livro de Lisboa temos a "livraria", quanto a mim um pouco pobre, (por acaso no dia em que fui à feira numa editora continental o escritor açoriano Cristovão de Aguiar esteve numa sessão de autógrafos)


Cristovão de Aguiar

Loja Açores

e agora a nova loja Açores inaugurada na passada Segunda-Feira na Avenida Elias Garcia, nº 57 onde encontrei uma apreciável variedade de produtos das Ilhas, desde carne ultracongelada, queijos, vinhos, doces, pimenta da terra, licôres, conservas.
Loja Açores

Só não encontrei os 30 kg de inhames, os 30 Kg de batata doce, as 30 embalagens de bôlos lêvedos nem as 24 Massas sovada porque estes tinham sido esgotados logo no primeiro dia, mas que prometem voltar a ter hoje Quinta-feira. Ah, também não encontrei qualquer dos produtos produzidos em Santa Maria (os molhos, as alheiras, o chouriço que a Salsicharia produz e já embala; os famosos biscoitos de orelha e outros). Atenção Associação agrícola e outros produtores de meloa, Cooperativa de artesanato de Santo Espírito, o nosso pão de casa, os nossos produtos podem apanhar o avião directo à Quinta-Feira, façam-se ao caminho rápido porque a loja não é muito grande e quem chegar primeiro é quem toma o lugar.




No espaço da loja estão um balcão de Turismo, à direita quem entra, e um balcão do RIAC à esquerda que segundo o funcionário me disse já emitiu nestes poucos dias de abertura alguns Cartões de Cidadão.



Ainda em Lisboa e por mero acaso ao entrar numa igreja, na freguesia da Victória, deparei com surpresa com um altar onde está durante esta semana uma réplica do andor do Senhor Santo Cristo. Perguntei o porquê e foi-me respondido que era o quinto anos em que a comunidade açoriana em Lisboa realizava, alí, uma festa em honra do Ecce Hommo.


É bom estar cá sentindo e vivendo a nossa presença nas nossas coisas e vivências.

13 maio 2009

Sorte de varas


Em discussão no Parlamento Açoriano está o diploma que intenta permitir a sorte de varas nas toiradas de praça terceirenses. Aqui fica a brilhante intervenção do MEU deputado, Anibal Pires. Oxalá todos os açorianos que votaram nas últimas eleições regionais se revejam assim como me revejo em Anibal Pires nos deputados em que votaram.


Bravooooo!!!! teria eu gritado em pé e aplaudido no final desta intervenção.



INTERVENÇÃO DO DEPUTADO REGIONAL DO PCP, ANÍBAL PIRES, SOBRE O PROJECTO DE LEGALIZAÇÃO DA SORTE DE VARAS
Horta, Assembleia Legislativa Regional, 13 de Maio de 2009


Senhor Presidente,
Senhores Deputados,
Presidente do Governo Regional,
Senhores Membros do Governo,
Antes de abordar este controverso tema que discutimos hoje, quero manifestar o meu mais profundo respeito por todos os aficionados do espectáculo taurino, em todas as suas manifestações e o reconhecimento da importância da festa brava na cultura e tradições dos povos ibéricos e latino-americanos.
As críticas que fazemos à prática que este diploma pretende introduzir não são feitas a partir de qualquer postura de superioridade. Pelo contrário, são feitas com toda a lealdade, frontalidade e respeito pelas concepções e paradigmas de cada um.
E gostaria que todos os Senhores Deputados tenham esta realidade bem presente, mesmo na eventual crispação que possa acontecer no calor deste debate.
O que discutimos aqui hoje são argumentos políticos sobre um problema político.
Não se trata do confronto entre mundivisões éticas irreconciliáveis e antagonistas, nem de uma luta entre melhores e piores.
Não há aqui vítimas, nem carrascos, mas sim deputados com diferentes posicionamentos e opiniões que desejam discutir e debater num clima saudável de respeito democrático.
Assim o entendemos e assim esperamos que o entendam também.

Senhor Presidente,
Senhores Deputados,
Presidente do Governo Regional,

Senhores Membros do Governo,
Posto isto, quero começar por afirmar o nosso inquebrantável apoio às tradições populares portuguesas. O PCP, nos Açores como em todo o país, coloca como valor cimeiro a defesa e valorização dos nossos costumes, elementos incontornáveis da nossa identidade, referenciais basilares do que somos enquanto povo.
Por isso, aqui nos Açores, valorizamos sobretudo a apropriação popular da festa brava que é, incontestavelmente, a tourada à corda.
Foi nessa prática que o povo açoriano encontrou a liberdade de viver a festa dos touros à sua maneira, sem imposições e sem importações, demonstrando, na pureza e carinho com que soube manter esta tradição, o profundo significado desta festa.
Porque é neste costume, não noutro, que residem porções substanciais e significativas da nossa identidade e da forma como nos relacionamos com o nosso meio, mormente com os animais.
E a natureza da tourada à corda, uma das festas que melhor definem a profundidade da alma açoriana, é o facto de respeitar o animal, de o acarinhar e, diria mesmo de se colocarem o homem e o touro em plano de igualdade, naquele toca e foge de emoções e alegria, que move a população em peregrinação de freguesia em freguesia, de tourada em tourada.
A tourada à corda é um momento genuíno de alegre e inclusiva simplicidade, tão característico das nossas tradições e cultura, de entre as quais as Festas do Divino Espírito Santo pela sua universalidade no mundo açoriano são paradigma.
Esta lição que recolhemos das tradições do nosso povo, ensina-nos que a sorte de varas, que se pretende agora introduzir, é uma prática estranha, estrangeira, distante dos nossos costumes, de difícil compreensão para a nossa cultura, e que poderá, a prazo, ser um factor prejudicial para a própria vitalidade da tradição da tourada à corda.


É fundamentalmente pelo respeito devido às nossas tradições e à nossa cultura que rejeitamos esta pretensão de um grupo de deputados de introduzir a sorte de varas na Região.

Senhor Presidente,
Senhores Deputados,
Presidente do Governo Regional,
Senhores Membros do Governo,
Mas é também no campo das referências que nos permitiram avanços civilizacionais que esta pretensão nos oferece muitas dúvidas e, é também por esse motivo que nos opomos frontalmente e rejeitaremos esta proposta.
As ideias, os costumes e as tradições evoluem, desenvolvem-se, arrisco dizer aperfeiçoam-se, à medida que a história do homem nos vai progressivamente libertando de um passado em que mais duras condições de vida impunham uma diferente concepção e sensibilidade perante os diferentes problemas que se foram colocando ao longo da história da humanidade quer se colocassem ao nível do relacionamento interpessoal, quer ao nível do respeito pelos valores naturais e ambientais.
À medida que as gerações se sucedem, melhorando progressivamente as suas condições e qualidade de vida, os seus valores aproximam-se mais de um ideal humanista de harmonia entre os homens e entre estes e o mundo que os rodeia.
Sem dúvida que o espectáculo da sorte de varas agradará a uma minoria de açorianos e, como dissemos no início desta intervenção, são merecedores de integral respeito e não nos compete emitir qualquer juízo moral sobre a sua opção.
Mas o que nos é agora proposto constitui, objectivamente, um retrocesso em termos dos paradigmas civilizacionais que nos regem. Com isto, como já afirmei, nunca poderemos estar de acordo.

Também, contraria os tratados internacionais de qual Portugal é subscritor, nomeadamente da Declaração Universal dos Direitos dos Animais.
Mas, mais grave ainda, entra em plena contradição com a imagem de valorização ecológica e ambiental que os Açores pretendem transmitir ao mundo, o que pode ter negativas e graves consequências, quer em termos da afirmação internacional da Região, quer em termos de fluxos turísticos por parte de mercados com elevada consciência ambiental.

Senhor Presidente,
Senhores Deputados,
Presidente do Governo Regional,
Senhores Membros do Governo,
Algumas palavras, também, no plano político, para a génese e implicações desta proposta.
Desde logo, o grande problema político é que, em termos de democracia, esta proposta é um verdadeiro buraco negro! E as senhoras e os senhores deputados sabem-no, têm disso consciência!
E sabem-no tão bem que os próprios subscritores em nenhum momento vieram a público defender esta proposta!
Não tiveram a frontalidade de a defender fora da Sala da Comissão e fora deste hemiciclo porque sabem que é uma proposta descontextualizada no tempo e no seu objecto e, este será o mais importante de todos os fundamentos: uma proposta com a qual a esmagadora maioria dos açorianos não concorda.
E por isso o silêncio!
Por isso a tentativa de aprovar a sorte de varas nas costas do povo açoriano!

Os proponentes remeteram-se ao silêncio das tertúlias porque sabem que a sorte de varas não constava do programa eleitoral de nenhum dos partidos representados nesta Assembleia e, como tal, não possuem qualquer legitimidade sufragada pelo povo açoriano para a propor e, por conseguinte, impor!
Têm-se remetido ao silêncio porque sabem que procuram apenas satisfazer o interesse comercial de uma minoria localizada e dos seus grupos de pressão ligados à promoção de espectáculos taurinos, ao mesmo tempo que vão de arrasto, cumprindo a agenda política do Deputado da Representação Parlamentar do PPM que, como é do domínio público, esteve na génese desta proposta. Aliás, segundo informações divulgadas na imprensa regional e nacional que não foram desmentidas, o deputado Paulo Estêvão procedeu a uma inflexão na sua agenda política para que outros deputados, a título pessoal, pudessem subscrever a sua proposta e assim perspectivarem a sua aprovação.
Finalmente Senhoras e Senhores Deputados, em virtude de esta proposta ter saído do âmbito partidário, pois o PS, o PSD, o PP e o BE conferiram aos seu grupos parlamentares liberdade de voto, quero reforçar o apelo pessoal que na passada segunda-feira vos fiz chegar.
Respeitemos a forma singular de humanismo que o povo das nossas ilhas foi criando ao longo das gerações, e a que os nossos maiores chamaram açorianidade.
Os animais, da terra e do mar, de que sempre tirámos sustento e riqueza, sempre mereceram o respeito e a dignidade da sua condição.
Não adulteremos as nossas tradições e a nossa cultura.
Não sejamos os protagonistas de um profundo erro político que vai prejudicar a imagem dos Açores no Mundo.Não sejamos Senhoras e Senhores deputados os protagonistas de um erro político que, inevitavelmente, nos mergulhará numa luta sem sentido, quando devíamos unir

esforços para utilizar as nossas alargadas competências legislativas consagradas no Estatuto para preparar o futuro da Região.
Não desperdicemos o nosso potencial autonómico com um assunto que merecendo, como disse, todo o respeito nada diz à maioria do Povo Açoriano e mormente ao povo das ilhas onde a festa brava é uma festa popular por excelência.
Disse.


O Deputado Regional do PCP


_______________________Aníbal Pires

12 maio 2009

Não à sorte de varas, não às toiradas

Quem me conhece sabe que sou contra qualquer tipo de violência seja contra o quê ou contra quem for. Sou contra as touradas e sou, claro, contra a sorte (azar para o touro) de varas. Não inventem modas, tradições que nunca o foram nem nunca serão nossas e ainda por cima são retrógradas, violentas e sem sentido. Senhores deputados tenham coragem de dizer não, de não se deixarem manipular por lobbies económicos que de culturais nada têm.

06 maio 2009

Cheiro a terra molhada


O céu carregado prenunciava o desejado aguaceiro. Santa Maria está a passar a Primavera mais sêca dos últimos 30 anos, dizem. Não chove desde Setembro chuva que chegue às raízes, já não há erva do "meio dos Picos" para baixo e o gado irá em breve passar fome. Nunca se exportou tanto gado num só embarque, os lavradores temem o Verão que está para chegar. Apenas uma chuvinha modesta caíu, apenas o suficiente para a terra quente ter o delicioso cheiro a molhada. O vento rodou para norte e levou as núvens negras para longe.